5 dicas para não ceder ao consumismo no Natal

quinta-feira, dezembro 15, 2016


Chegou a época de presentes e se afunar. Só que não. Uma coisa é certa, o Natal, além de trazer os sentimentos bons, família, férias e etc, também nos desperta o famigerado e desnecessário espírito do consumismo. Como combatê-lo? É um exercício mental, em primeiro lugar e, depois, um ato de vergonha na cara coragem. 

Separei 5 dicas que me livram do consumismo nessa época.

Cadê o seu dinheiro?
É essencial definir um valor exato para gastar com presentes de Natal. Ou, pelo menos, uma estimativa. O ideal seria começar definindo esse valor com antecedência (valendo também economizar no mês anterior para chegar com grana suficiente em dezembro). O seu dinheiro de esvai nas compras de Natal. E se ele não for pré-estabelecido e bem aplicado, muito provavelmente não irá conseguir comprar nada bom o suficiente. Separe o dinheiro do Natal do dinheiro para as demais despesas, vale muito a pena não misturar as coisas. Ah: se você não tem dinheiro, não tem presente. 

Não importa se você quer muito
Querer não é poder mesmo. Ainda mais quando tudo no natal te leva a crer que você 'precisa' daquilo. Vale muito a pena lembrar que o consumo de algo que você apenas quer, mas não precisa, vai te levar a um lugar que já poder ser conhecido: dívidas seguidas de mais geração de lixo e frustração (combo certo pós-consumo inconsciente). Não importa se é uma tee bonita que está custando apenas 30 reais, ela vai se tornar um problema a longo prazo se você não avaliar a compra dela.

Crédito não é dinheiro
Se você não tem dinheiro mas tem crédito, significa que você continua sem dinheiro mas já tem a possibilidade de uma dívida. É muito normal parcelarmos em zilhares de vezes os presentes de natal, mas isso é errado pois, mesmo que você tenha estabilidade financeira, estará jogando pro próximo mês (ou vários outros meses) uma dívida. Sem contar os juros do cartão e a validade do que você gastou nele (ex: presentes supérfluos com vida útil curta). Repense a questão do cartão de crédito. No final das contas ele é um looping de despesas - na maior parte das vezes - desnecessárias. Use-o com responsabilidade, em emergências ou para conquistar coisas maiores (como móveis ou cursos de capacitação).

Tá merecendo?
Eu sou o clássico perfil da irmã ausente 'com cara de presente'. Tenho uma irmãzinha de 5 anos que me vê muito pouco e, quando chegamos ao final do ano, ela sempre me vê fazendo vários planos de compras. Nesse ano, ainda em dezembro ela completará 6 anos, e já sabe que 'merece' um duble de natal + aniversário + 'você não me visitou muito então compense me presenteando' (o último fica subtendido, afinal, ela é uma criança). Ela realmente merece ganhar presentes, mas não seria melhor se eu fosse mais presente na vida dela e começasse a fazê-la atender que eu sou uma irmã e não uma fábrica de presentes de natal? O merecimento nesse caso não é o ponto, mas sim a responsabilidade de um laço afetivo que está sendo substituído pelo consumismo.

Neste natal, eu vou moderar os presentes pra ela. Vou ficar mais dias com ela, brincar e iniciar esse processo de desmistificação de 'irmã-presente porém ausente'. 

Isso também vale para você fazer uma análise de quem realmente merece ser presenteado, de como o presente será recebido e se de fato não seria melhor substituir aquela lembrancinha por um gesto sincero de 'vamos melhorar essa relação'. 

E depois?
E depois que se você não seguiu nenhuma das dicas acima terá pouco dinheiro pro rolê de férias. Um cartão (ou mais) no vermelho e com dívidas futuras já garantidas, relações enfraquecidas e tudo isso ocasionado pelo consumismo que, mais uma vez, não valeu a pena e te proporcionou apenas 5 minutos de euforia (geralmente se tornando em frustração nos outros 5 minutos seguintes).

Pense sobre o assunto. Você pode conquistar muito nesse Natal.

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Um beijo!

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