Cuide da sua vida

quarta-feira, novembro 11, 2015


O enunciado cuide da sua vida pode ter diversas interpretações, mas aqui vou tratá-la em dois contextos: cuide da sua vida, do seu corpo e da sua mente e cuide da sua vida e não mais da vida alheia. As duas conotações se encontram em um ponto da conversa, especificamente quando falamos sobre julgamentos (nos julgar, julgar o outro, julgar sem necessidade).

Eu moro em uma cidade superlegal, mas aqui me sinto incomodada em um sentido muito bobinho: as pessoas julgam muito os meus looks. Antes eu morava em uma cidade que é polo têxtil, então era normal ver gente colorida e brilhante às 9h da manhã. Mas aqui, tem gente que fica exacerbada porque eu vou trabalhar de saia (gente, saia? É só uma saia). Os olhares no ônibus, no restaurante, enfim, são ridículos. Minha vontade é dizer: “Isso é moda pessoal, é estilo, eu posso ter o meu e você pode ter o seu!”. Mas, indo ao foco, eu não me importo mais (tanto quanto antes) eu continuo usando meus looks diferentes e assim será enquanto eu existir, sabe o porquê? Porque eu cuido da minha vida e isso basta.

Basicamente, moda é algo muito pessoal. Sim, porque uma coisa é a indústria da moda, que desenvolve produtos e tenta através da publicidade tornar isso convincente, daí surgem às tendências te impondo a vestir- se com tal estilo e, quanto a isso, é uma escolha aderir ou não. Agora, a vida na moda, a construção do seu estilo, não dependem das trendys, é uma questão de identificação. Então, se você não quer seguir, ok. Se quiser, tudo bem, mas isso não lhe dá o direito de cuidar do look do outro, julgar e blá blá blá.

A cultura das trends, do fast fashion e, logo, "do todo mundo vestindo a mesma coisa" está tão enraizada em nós, que realmente torna-se um exercício não se importar com as críticas alheias. Nossa liberdade de vestir o que gostamos é totalmente barrada por um olhar ou outro, por uma crítica ou um “eu não usaria!”. Como toda desconstrução de paradigma, lá vamos nós militar pelo direito de vestir o que quisermos, do jeito que quisermos. Já conhecemos essa opressão, ela é prima do emagrecimento estético ou da maquiagem para sair de casa e até da alimentação pautada em suplemento (desculpa, mas eu acho isso opressor). Temos escolha sim e podemos compor nossos looks levando em conta somente o que gostamos. Respeitando a própria moda, é possível  encontrar preferências e muitas coisas passarão a se encaixar.

Por fim, mas não menos importante: vamos parar de julgar os outros! Viu um look que não gostou? Ok, o que você tem a ver com isso? Nada. Então, vida que segue, com mais respeito às escolhas alheias e mais atenção a você, ao que realmente te importa. Isso é um mantra (faz parte do exercício). Perdemos tanto tempo com bobagens que chega uma hora em que é preciso mudar o discuso e a direção do olhar.

Cuide de você. Se puder ajudar sua amiga com aquele look que ela ficou indecisa, tudo bem, mas afaste os julgamentos desnecessários e deixe a decisão final com ela. Tem coisa muito mais feliz e bonita na moda, além da opinião alheia, até porque, aprovar-se é o mais importante.

Um beijo.

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