Compras de Brechó: como garimpar

terça-feira, outubro 13, 2015


Eu amo brechós. Chega a me dar uma emoção quando descubro um novo brechó ou quando consigo consignar minhas peças e trocá-las por peças novas (novas no brechó). Quando comecei a ir sempre aos brechós, eu percebi que não estava comprando apenas uma peça de roupa por um preço muito bom, mas também estava comprando toda a história dela, e a salvando do lixo, um destino triste e prejudicial para meio ambiente, (pois, sim, sua roupinha acaba virando isso, se não for descartada na maneira correta). 

Particularmente não me importo a quem pertenceu a roupa, antes dela ser minha, pois acredito que água e sabão renovam até mesmo as energias contidas nela. Sempre que alguém me diz que não compra em brechó porque não sabe a quem a roupa pertenceu, eu sempre esclareço que as peças novas, compradas em qualquer loja, principalmente de grandes marcas, passaram por milhares de mãos. Ou seja, a quem a peça pertenceu e por onde ela passou até chegar ao brechó, é algo quase igualado aos processos têxteis nas grandes fábricas. Muitas pessoas não fazem ideia de quantos profissionais manuseiam as peças até que elas sejam compradas, pois vivem naquela fábula, onde as peças são concebidas magicamente após o sonho do estilista. Então, o contato de mais pessoas com a roupa não é desculpa para não comprar em brechó.

Aos poucos, depois de tanto fuçar em brechós, eu acabei aprendendo a garimpar. Aqui compartilho algumas dicas que acredito ser essenciais para otimizar as idas aos brechozinhos por aí.

Não tenha preguiça
Primazia nos garimpos, pois os brechós geralmente são abarrotados de roupas e é preciso ter paciência para olhar cada uma delas e analisar se vale a pena. Se não procurar com carinho, é obvio que não encontrará nada. Ou seja, tenha consciência de que brechós não são lojas com consultadoras atentas a todo minuto, é preciso colocar a mãe na massa. Existem brechós organizados e com pessoas para atender, mas eu prefiro os tradicionais, onde há a liberdade de garimpar, experimentar e escolher entre levar ao não numa boa.

Analise a peça
Já comprei um montão de peças, e quando cheguei em casa percebi que elas não eram tão maravilhosas, pois já estavam desgastadas. Antes de levar, se atende aos detalhes da peça. Em brechós, é possível encontrar peças lindas e praticamente novas, mas também existem cacalhos velhos e que não valem a pena (porque depois você mesma irá jogar no lixo e não é esse o objetivo). Se ela está em bom estado e você gostou, leve-a.

Faça contatos
É engraçado, mas o business de brechó é muito interessante. Nisso inclui o contato com proprietários de brechós, amigas garimpadoras e organizadores de eventos upcycling. Os brechós vão muito além de lojas, as feiras públicas e privadas também são brechós muito bons, onde dá para conhecer pessoas que também gostam de garimpos e podem ser futuros fornecedores ou compradores de peças.

Consigne 
Você leva suas peças ao brechó, o proprietário avalia e, se naquele momento você não gostar do que ele tem, pode trocar por peças futuras. Ou seja, suas peças usadas também valem trocas, que podem ser bem vantajosas. Geralmente os brechós não compram pequenas quantidades de peças, pois é mais lucrativo fazer acordos de consignação com clientes mais assíduas, e atualizar o estoque para clientes que não garimpam tanto. Todo mundo sai ganhando.

Minha última dica é sobre os cuidados com essas peças recém-compradas: lave-as antes de vestir. Isso garante que todo o pó e resíduos que estejam nelas sejam eliminados (sempre faça isso após comprar uma peça de roupa). Passe-as e veja se tem danos que você não percebeu na hora da compra, caso tenha, não demore para consertá-las.

É isso! Espero que as dicas lhes sejam úteis na hora do garimpo. Também aceito dicas. Se ficar alguma dúvida, comentem logo abaixo ou enviem uma mensagem, que respondo rapidinho.

Um beijo.

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