Cientificamente Bonita

quarta-feira, julho 29, 2015


Kelly Brook - esta pessoa linda na imagem acima - é a mulher mais perfeita, no quesito corpo, segundo a universidade do Texas. Classificaram-na assim, pois ela tem as medidas ideais cientificamente, estando dentro da proporcionalidade. Daí vem à questão: este paradigma já não fora estabelecido pela indústria da moda e mídia, quando denotaram as mulheres com  barrigas negativas, superaltas e magras como padrão? Para a felicidade da nação que não aceita “formas” como item de qualidade às mulheres, a resposta é NÃO!

Embora Kelly tenha sido classificada como perfeita, o fato de ser uma mulher tamanho 44 já descaracteriza os padrões anteriormente conotados. A uniformidade da beleza é um mito, algo que ainda constrange mulheres e as inibe de ser quem realmente são. Aqui já falamos sobre como a pressão das culturas de massa oprimem as pessoas e, agora, voltamos a falar sobre a beleza imposta que nos desanima todos os dias. É desanimador acordar diariamente e ser obrigada a passar um “reboco” no rosto, pois assim o pessoal do trabalho não irá perguntar por que você está tão pálida – quando não perguntam diretamente se você está doente. A maquiagem ainda é um assunto leve, mas a questão corporal é um pouco mais grosseira afinal, isso trata de algo que não tivemos a escolha e que, na maioria das vezes, não podemos mudar. Um exemplo simples é um comentário que vi, esta semana, em um post que falava sobre Kelly Clarckson, na página da MTV. A foto evidenciava que a cantora engordou nos últimos anos, um dos comentários dizia “de fato, ela engordou. Continua linda, somente espero que isso não tenha lhe trazido problemas de saúde!” foi algo neste contexto. Fiquei feliz em ver um comentário que a chamada de linda – pois de fato é – e, além disso, se preocupava com a saúde, diferente dos demais comentários que destilavam ódio pelos quilos a mais – quilos que não interferiram na vida de ninguém, além da própria cantora. Nestes comentários, ficou claro o que já vemos há muito tempo, a sociedade se importa, com veemência, com o tamanho alheio. Não há importância na vivência às experiências pessoais, somente naquela “casca” que fica exposta a todos. Se, em um minuto, houver uma reflexão sobre como a estética interfere no caráter das pessoas, será possível concluir que a única preocupação é a saúde e se esta não estiver prejudicada, extinguiram-se os motivos.

A palavra gorda assombra as mulheres do mesmo jeito que as baixinhas, as altas, as do cabelo crespo e do pé grande são assombradas por adjetivos que querem as deprimir. Talvez estes empregos fossem menos agressivos se denotassem fatores realmente importantes na vida de uma mulher, como os seus sentimentos, a sua forma de falar e tudo de belo nelas – inclusive interiormente. A atriz pornô Kitty Stryker falou em um texto sobre como as pessoas dão importância ao seu tamanho, somente quando ela está ao lado do namorado, um homem “em forma”, em momentos cotidianos como ir ao mercado. Diante das câmeras, nas gravações pornográficas, Kitty é linda e “boa” como todas as outras pornstars. Isso evidencia que ela é “querida” e há sim quem a adore por seu corpo, mas isso não é expresso de maneira publica, pois o senso comum não permite que moças gordas sejam lindas, mesmo que haja verdade na frase “Ela é gorda e linda!”.
Na esquerda, a pornstar Kitty Stryker. Na direita, a cantora Kelly Clarkson.

Neste emaranhado de preconceitos, dá para contar com o amor próprio, ele é revolucionário, pois quando alguém se ama da forma que escolheu ser ou é, os maus olhares tornam-se irrelevantes. Mas ainda é necessário que as pessoas à nossa volta esforcem-se em ser mais respeitosas e enxergar o que realmente importa, o respeito é algo crucial no combate à intolerância. O fato de Kelly Brook ser considerada perfeita é motivo para celebrar a diferença que há na humanidade, embora existam estereótipos aos quais muitos desejam se encaixar, ninguém é literalmente igual, não há como reproduzir um rosto ou um braço, por exemplo. Mas “ok”, já que engolimos, à força, os padrões de beleza, agora já podemos lidar com as pessoas “incomuns” como elas realmente são: únicas. E ponto final.

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2 comentários

  1. Eu ainda continuo acreditando que isso de corpo perfeito não existe rsrs
    E aliás, os seios dela são enormes ne??
    Ela é linda sim, com certeza!!

    www.chaeamor.com

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    Respostas
    1. Pra você ver que os padrões são verdadeiros mitos quando o assunto é beleza. Ela é maravilhosa, a Kitty e a Kelly Clarkson também. <3

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