Orgulho e Preconceito: lições das Irmãs Bennet

segunda-feira, junho 08, 2015

Jane (Rosamund Pike) e Elizabeth Bennet (Keira Knightley) em Orgulho e Preconceito, 2005
Ao ler Orgulho e Preconceito, da genial escritora britânica Jane Austen, é impossível viver, a partir de então, sem levar consigo um pouquinho da personalidade das irmãs Bennet, principalmente Jane e Elizabeth. Isso porque a obra é considerada uma das mais famosas da literatura inglesa, escrita originalmente no século XIX e sendo encantadora até hoje. As protagonistas são mulheres à frente de seu tempo e ainda são contextualizadas sob uma linguagem que explora todos os aspectos da época, com requinte e aquela solidez que envolve qualquer leitor, fã de livros de época. A obra é bem conhecida, e seu texto original já foi às telas de cinema duas vezes, em 1995 e 2005.

O que acontece é que muitos leitores contemplam a obra, ficam inebriados - ou entediados com a inatives do cotidiano - mas não trazem à atual época tudo o que as sisters deixam muito claro no livro. É como um mini-testamento, escrito em forma de romance, para preparar as moças do século XXI a enfrentar os relacionamentos tortuosos, com homens, mulheres e família. 

Bem, então, aqui vão algumas lições que não podem ser ignoradas:

Jane nos mostrou que tudo tem mais de um lado
E mesmo que todos eles sejam ruins, não importa, você precisa ficar bem consigo mesmo e caminhar em frente sem olhar miseravelmente para o chão. Jane é a primogênita, a filha loira e mais bonita da família Bennet. Mas o que realmente é encantador em sua personalidade é o fato de ser tão benevolente e altiva. Mesmo sendo confiante, não há arrogância nela, o que exprime um autocontrole invejável, mas que não é impossível de ser reproduzido por suas seguidoras. Ou seja, tudo pode estar perdido, mas mesmo assim, ainda haverá dignidade e o mais importante é a paz interior. 

Elizabeth nos ensinou que sarcasmo e bom-humor fazem bem às relações amorosas 
Lizzy é uma daquelas pessoas que todo mundo gostaria de conhecer. Ela é real, simplesmente. Assim como todas as moças de vinte e poucos anos da época, ela também espera se casar, um dia. Mas diferente da maioria delas, Lizzy sonha com a felicidade e não somente com a condição social. Ela almeja um marido com quem possa compartilhar suas críticas e não precise ter vergonha de sua família. Embora saiba que não é rica e nem tão bonita, Lizzy recusou duas propostas de casamento - uma delas do próprio Darcy, que mais tarde seria refeita e, então, aceita. Com ela aprendemos que tudo pode ser suavizado com mais sorrisos e frases bem construídas, e as melhores armas contra as situações ridículas da vida, ainda são a sinceridade e a opinião própria.

Lydia e Kitty deixam claro o quanto é ridículo correr, sem parar, atrás de militares
E qualquer outro tipo de cara, ou pessoa, seja lá qual for o ser humano buscado com tanta fadiga. As irmãs mais novas são o exemplo claro das moças que frequentavam bailes apenas para paquerar. O que isso tem de errado? Nada. Além do fato de que no século XIX esse comportamento era escarnecedor, algo tão feio que afastava os rapazes e ainda maldizia as moças. Para traduzir as pérolas das duas sisters mais novas, basta fazer uma comparação bem atual: as garotas de hoje que vão à balada, mas não estão nem aí se vão se divertir ou não, pois só vão a esses lugares para encontrar um rapaz, que as leve para casa, pegue seus telefones e as peça em namoro em três dias. Ah, e ainda poste muitas fotos românticas nas redes sociais. Kitty e Lydia não podiam postar fotos, mas gostavam de esfregar na cara da sociedade que eram capazes de ter um marido - sendo felizes ou não. No fim da história, Lydia casou-se com um militar, e o casamento não teve nada de belo e honroso para sua família, pois isso só aconteceu porque ambos haviam fugido, e posteriormente o rapaz recebeu dinheiro para não deixá-la. Esse comportamento trouxe muita vergonha à família e quase condenou suas outras irmãs a ficarem, para sempre, solteiras. Hoje em dia, reputação não é algo tão importante, mas os sentimentos de verdade e amor ainda são. Portanto, correr atrás dos outros só para viver de aparência é idiota o suficiente desde 1800.

Mary demonstra que a adolescência é sim a pior fase, mas deve ser respeitada
Simplesmente porquê isso passa. A fase chata de não concordar com nada e fazer coisas irritantes a toda hora, não é exclusividade dos dias de hoje. Lá no século XIX, Mary, a mais nova das irmãs Bennet, toca piano incessantemente e vive aborrecida, criticando a mundo e as relações fúteis estabelecidas nos salões de baile. Ela não faz isso porque é uma idealista, faz somente porquê gosta de chamar a atenção, como todos os adolescentes. Então, se em um livro de 1813, a chatice da adolescência é descrita assim, isso é um sinal de que deve ser respeitada.

Ler Orgulho e Preconceito, para muitos, é uma tarefa meio massante, isso se deve ao fato de a autora descrever com muita frequência os acontecimentos cotidianos do campo. Jane Austen critica os hábitos da época, enquanto mostra como era a vida das moças que passavam o tempo sob seus sonhos. Jane e Elizabeth são as heroínas da história, as personagens com quem mais se aprende coisas positivas. Nelas é possível compreender que Jane Austen é genial, pois suas heroínas têm convicções, opiniões próprias e personalidade para deixar um recado muito importante: tenha amor próprio.

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