Olivia, a ruiva

sábado, junho 13, 2015


Nos últimos dias, uma onda de bondade tem inundado as pessoas, que através das redes sociais expressam a ideia genial e mais do que sensata de adotar animais sem raça definida. Há quem adote e defenda os vira-latas, há algum tempo, e que quem já ostentava essa percepção, com certeza, já ganhou muito amor em forma de beijos (leia-se: lambidas).

As instituições, que aconselhem bichinhos assim, são mantidas por pessoas que têm um coração enorme, tão grande que ultrapassou o limite do status em ter um cãozinho prioritariamente de raça. Mesmo que saibamos o quanto qualquer cão ou gato seja especial, muitos ainda não compartilham a ideia de que um vira-lata seria assim tão interessante. O que a consciência não acusa é o fato de que falamos de uma vida, que expressa seus sentimentos com olhares e o balançar de rabinhos.

Os cães e gatos de rua são uma preocupação nas cidades, pois além de viverem vagando sem ter o que comer, os animais são constantemente machucados, seja por pessoas que não os toleram ou por acidentes de trânsito, por exemplo. E por mais que existam pessoas boas, afim de ajudar os bichinhos, a maioria não têm condições de dar um lar a eles. Pois, não se trata apenas de acolhê-los e alimentá-los, os animais que saíram da rua para viverem presos e sem carinho, adoecem quase na mesma medida do que aqueles que estavam sem lar. Nisso tudo, ainda inclui-se a responsabilidade dos governos das cidades, que têm parte nesse cuidado, mas raramente contam com uma política eficiente para controlar a reprodução e o mantenimento dos animais. Então, à mercê da bondade dos humanos ou dá sorte de encontrar comida no lixo, todos os dias, muitos bichinhos morrem nessas condições tristes.

Para exemplificar o quanto vale a pena adotar um pet, aqui vai a história da Olivia, a ruiva. Uma bebê vira-lata que depois de começar a vida na dureza, encontrou uma família que é totalmente apaixonada por ela.

Olivia vem de uma ninhada cuja a mãe foi atropelada e mesmo assim deu a luz a ela e aos irmãozinhos. Nessa situação, a cadelinha, que acabara de dar a luz, não sobreviveu e deixou os filhotes que foram encontrados por uma boa família. No entanto, além de estarem bem desnutridos, os cãezinhos também tinham pego uma dermatite bem comum nos cães de rua, a sarna. Essa família, que acolheu todos os filhotes, cuidou deles até começar a anunciar que eles iriam para doação. Olivia, então, foi adotado por pais humanos, que são ensandecidos por cães. Sua primeira mãe humana ainda a visita, e os irmãos ainda permanecem na casa da família que os encontrou.

Ela é uma cadelinha muito dócil. Dá bom dia para os seus pais humanos, com o rabinho vibrante de felicidade e, em seguida, já começa uma sessão de mordidas que os deixam muito marcadas com vários dentinhos, mas eles entendem que é amor. Um amor que nasceu bem rápido, algo que faz essa nova família entender que a Olivia veio para completá-la e trazer novos sentimentos. Claro que nos primeiros dias, ela estava confusa, fazia pipi em todo o lugar e deixava seus humanos pirados. Mas em pouco tempo, Olivia passou a usar apenas o tapete higiênico, enquanto não sai para passear (ainda não tem todas as vacinas).

Enfim, a Olivia é um exemplo de que quando se adota um cão, sendo de rua ou não, é preciso dedicar a ele muito carinho, o que, às vezes, é o mais importante de tudo nessa relação. Ele precisa de cuidados como qualquer vida. E mesmo que não fale a mesma língua, entende todos os sentimentos que estão à sua volta.

Ah, dá uma olhada nessa campanha para entender um pouco do que isso significa.



Adotem. Isso faz bem para todo mundo!

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