Desgraça das Divas

quarta-feira, maio 20, 2015


O auge da desgraça pode ser quando o seu sapato favorito te machuca e você continua o amando, ou quando aquele ônibus que você iria pegar, além de passar por você, te dá um banho de lama (típico de novelas, mas comum na vida real) e, ainda, tem o cocô do seu cãozinho, que acidentalmente foi parar embaixo do seu pé. O auge da desgraça também pode ser agora, dependendo de como andam os seus "nervos" e o turbilhão de coisas pairando na sua mente.

A falta de graça que envolve tantas "raivinhas" na vida, sempre está entre os extremos, da explosão imediata ao coma eterno, afinal, o auge da desgraça nos leva a explodir em milhões de caquinhos ou paralisar totalmente, como se o problema não fosse nosso. Assim como cada desgraça tem seu dono, cada dono tem um jeito de reagir a ela. Nós, mulheres, podemos nos descabelar, gritar, até quebrar uns objetozinhos por aí (tá ok, menos) mas, no fim, percebemos que descer tão escarnecedoramente do salto não compensa. Aqui, reserva-se o direito de não declarar a desgraça masculina, pois quem escreve não tem experiência no caso. Mas as moças, cansam seus olhos e adormecem a cútis ao pensar, repensar e se desesperar ao lembrar da desgraça.

Ainda tem a categoria de desgraças que estão na sua vida porque foram depositadas nela por outras pessoas. Essa é aquela categoria que nem se deve perdem tanto latim. Como pode você se danar tão verazmente por algo que não foi causado por você e tampouco lhe é destinado?

Bem, daí já sabemos que não basta pensar sem agir e, contudo, aprender. Mesmo que muitos ainda pensem que as coisas são sempre, sem exceção, injustas, não seria melhor encontrar o consolo no óbvio? Você precisa aprender, evoluir e aceitar que está num mundo cheio de pessoas e desgraças, mas você não deve se fazer semelhante a elas. Nisso, as divas do cinema das década de 1940 e 1950 foram mestres. A postura delas era como uma armadura, protegendo-as da própria desgraça e ainda fazendo os outros acreditarem que isso não as acontecia.

Querida, lamente-se, chore, quebre seus bibelôs, mas aprenda. Dê-lhe um trago no suquinho amargo que toda a sua desgraça lhe rendeu. Volte ao seu salto e comece a divar no auge da sua desgraça, ela não durará para sempre. É preciso ter fé, rezar, chorar no colo da sua vó e ouvir a sua prima dizendo que te avisou, mas são fases, tão importantes quanto passar óleo de árgan no cabelo, após a escova (essa metáfora foi fácil de entender, né).

Sua vida não está perdida e sua desgraça é coisa sua, portanto, que seja resolvida por você. Tem um salto te esperando ali no canto do quarto ou é uma miragem?

Contribua com a sua desgraça nos comentários.
Um beijo!

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1 comentários

  1. Realmente as divas são o melhor exemplo de postura e pura força por detrás das lantejoulas e laços... A vida não é facil, geralmente é o oposto. E como você disse quase sempre somos responsáveis pelas "tretas" que acabamos dentro... Mesmo que não pareça óbvio no momento. Eu particularmente sempre fui mestre em acabar no meio de tretas e outras, e quando não o que fazer, ao invés de me descabelar e chorar, aprendi que é bem mais interessante rir e guardar o máximo possível de detalhes para um futuro post hilário. Haha! Beijão :*

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