O duque e eu - julia quinn

segunda-feira, abril 20, 2015


Os romances de época, em sua maioria, deixam seus leitores completamente derretidos, seja pela história comovente - envolvendo família e traumas - ou pelo apaixonado casal que dribla a sociedade para viver uma paixão. As críticas implícitas nos textos escritos por autores atuais, mas que remontam cenários de época, são bem diferentes das relatadas em livros como os de Jane Austen - publicados originalmente no século XIX. Os papéis de homens e mulheres, na sociedade, mudaram muito desde aquela época, sendo assim, os livros escritos por Julia Quinn, por exemplo, têm um teor bem mais romântico e têm como foco a sedução das moças e cavalheiros da época.

O livro “O Duque e Eu” é um desses romances inebriantes, que fazem a vida do leitor acabar assim que a última página do livro é lida. Os detalhes de uma relação que mistura amizade, desconfiança e aquela avassaladora paixão, é regada pelo bom humor que deixa o livro ainda mais envolvente. O início de cada capítulo contém um trecho das “Crônicas da Sociedade” - um pequeno texto que “fofoca” sobre a vida dos membros da alta sociedade, os protagonistas também são alvo das alfinetadas. Lady Whistledown é quem as escreve, embora ninguém saiba quem ela é, pois não há relados de quem a conheça, pessoalmente.

Então, era uma vez…

Por volta de 1813, a jovem Daphne Bridgerton está sonhando com o casamento e a futura casa lotada de filhos. Ao mesmo tempo, porém, do outro lado do globo terrestre, está o jovem duque e também libertino, Simon Basset. Enquanto Daph sonha um conto de fadas e almeja uma grande família, bem como a sua, cheia de irmãos e risos, Simon vive assombrado pelas lembranças do pai que lhe rejeitou quando criança.

O duque de Hastings - pai de Simon - falece, fazendo com que o jovem retorne à Inglaterra, mesmo sem ter um rumo certo para sua vida. Sua chegada é motivo de estrondo e todas as mães britânicas lhe querem como genro. O que elas não sabem é que Simon pretende não se casar, sendo assim, nunca ter filhos. Porém, em uma ocasião nada convencional, Simon conhece Daph, a irmã de seu melhor amigo, Anthony. A jovem dama não chama a atenção do novo duque por suas curvas, apenas, mas também por seu intelecto apurado e de certa forma, sua astúcia. Daphne Bridgerton, sempre foi uma moça à frente de seu tempo, com percepções estudadas e muita fibra em suas decisões. Já a personalidade de Simon, foi sendo fragmentada acerca da mágoa de seu pai, a qual sempre carregou. O velho duque sempre sonhara com um filho, quando Simon veio ao mundo, tornou-se a alegria de seu pai, mas durante seu crescimento, o menino desenvolveu dificuldades para falar e isso enfureceu o orgulhoso duque. Simon cresceu atormentado pelo desamor de um pai que sempre o considerou um idiota e nunca compreendeu suas dificuldades. O relacionamento conturbado com o velho duque, o fez se transformar em um fantasma nas memórias dolorosas de Simon.

Os dois jovens se aproximam ainda mais, principalmente, quando percebem que podem ser grandes amigos, a cima de tudo. Em uma noite de baile, Daphne - já convencida de sua paixão por Simon - o provoca o desejo e lhe confunde os sentimentos, quando o conduz a um jardim solitário, a fim de seduzi-lo. A moça é bem-sucedida em sua tentativa, mas ambos são descobertos por Anthony. O irmão de Daph, não gostou nada do que viu, e em meio a tanta raiva, desafiou Simon para um duelo. Felizmente, Daphne chega a tempo de convencer o duque a se casar com ela. Daí para frente, o livro descreve cenas cheias de amor e desejo, prendendo o leitor com uma linguagem simples e muito divertida. Cada página instiga o leitor a continuar, até chegar à tristeza com o fim do romance.






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