As Horas

quarta-feira, abril 15, 2015




Quem ama filmes de época sabe muito bem que nem sempre é fácil encontrá-los. Eles trazem um pitada das coisas lindas das épocas que são retratadas e, muitas vezes, nos levam a pensam em todo o trabalho que a equipe teve para confeccionar as indumentárias típicas. “As Horas” (2002) é um desses filmes, pois mistura três épocas e histórias emocionantes.

O drama conta a história de três mulheres, que vivem em diferentes períodos, porém, estão interligadas por meio de um livro, o “Mrs. Dalloway”. Virginia vive em 1923, e foi ela quem escreveu o livro e, durante o filme, enfrenta uma profunda depressão e, todos os dias, luta contras as ideias de suicídio. Em 1951, Laura é uma dona de casa que está grávida, vive a insatisfação no casamento e a vontade de abandonar tudo, o que vem a fazer algum tempo depois. Ela está lendo, sem parar, o livro “Mrs. Dalloway”. Nos dias atuais, está Clarissa, uma editora de livros que é alegre, tem uma filha adulta, uma namorada e cuida de um amigo, Richard (filho de Laura) que está com AIDS e morrendo.

“Mrs. Dalloway” é um romance real escrito pela britânica Virginia Woolf, que é uma personagem real também. O livro foi publicado em 1925 e é uma das obras mais conhecidas da autora.

Reflexão

Durante o filme, os sentimentos em comum das personagem vão emoldurando as cenas, pois a mistura entre tristeza, mágoas e indícios de loucura estão em paticamente todos os momentos. O filme não é nada massante, pois os períodos mudam continuamente e o quebra-cabeça vai se completando. A ruína é encontrada nas pequenas coisas, nos afazeres cotidianos como arrumar a casa, tomar café da manhã com o marido ou cuidar de um amigo que, no fim, só traz lembranças tristes.

As personagens estão cansadas de viver uma fantasia, apenas pela aparência, sufocando seus sentimentos e desejos. E, por fim, se libertam disso, quando Laura abandona sua família, Virgínia se suicida e Clarissa enterra seus sentimentos juntos à morte de Richard.

É impossível não fazer uma alto reflexão a cerca de seus próprios sentimentos, principalmente os pequenos.


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